Dê a Preferência

Dê a Preferência estabelece um jogo visual entre placas de trânsito, avisos, lambes e manequins. Objetos que, de diferentes maneiras, ocupam o espaço público e cotidiano para orientar, advertir ou seduzir.

Os manequins, criados originalmente como representações do corpo humano, transformaram-se em suportes para desejos fabricados. Vestem aquilo que, muitas vezes, não precisamos, mas que somos convidados a desejar. Entre vitrines, promoções e imagens de consumo, os papéis se invertem: deixamos de ser espectadores para nos tornarmos, nós mesmos, objetos de uma engrenagem capitalista que transforma desejo em necessidade.

No fotolivro, as imagens se alternam como sinais de trânsito de uma sociedade em movimento. Ora alertam para os perigos, ora conduzem o olhar para as vitrines, onde somos seduzidos por ofertas, marcas e promessas. O que parece apenas uma brincadeira visual revela uma tensão cotidiana entre aquilo que desejamos, aquilo que nos é imposto e aquilo que descartamos.

Consumo e descarte caminham juntos. E, no fim desse percurso, resta uma pergunta: quem está realmente dando a preferência: nós ou o mercado?

Entre o desejo e o descarte, quem realmente está no controle?

Ano: 2025

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